Habitada inicialmente pelos índios Caetés que ocupavam praticamente toda a costa pernambucana de Itamaracá ao rio São Francisco, o Cabo de Santo Agostinho independente da polêmica sobre o local da chegada do navegador e explorador espanhol Vicente Yáñez Pinzón ao Brasil, se na Ponta do Mucuripe no Ceará ou no Cabo de Santo Agostinho em Pernambuco, o Cabo tem história e beleza natural. Os Caetés praticavam o canibalismo como ritual e foi assim que o primeiro bispo do Brasil (Pero Fernandes Sardinha), após ser capturado foi devorado pelos nativos. Estava decretado o extermínio dos Caetés, pois foram considerados “inimigos da civilização” e condenados à escravização perpétua pela corte portuguesa que foi traduzida como extermínio pelo então governador português Men de Sá. A prosperidade do Cabo de Santo Agostinho se deu com a substituição do pau-brasil pela agricultura canavieira. Na metade do século XVI surgem as primeiras povoações em volta de suas igrejas: Matriz de Santo Antônio, de Santo Amaro, Nossa Senhora do Livramento e a Capela do Rosário dos Pretos. Posteriormente, o Cabo de Santo Agostinho com seus engenhos de açúcar passa a representar o poder econômico da província de Pernambuco no Brasil. Hoje o Cabo possui um dos complexos industriais e portuários mais importantes do país (SUAPE) e uma boa infraestrutura turística. Vale a pena visitar seu Sítio Histórico: Vila de Nazaré, o Convento Carmelita, Forte Castelo do Mar, Casa do Faroleiro… Não deixe de visitar o Engenho Massangana onde viveu Joaquim Nabuco durante sua infância até mudar-se para o Rio de Janeiro. E suas praias: do Paiva, Itapuama, Pedra do Xaréu, Enseada dos Corais, Gaibu, Calhetas, Paraíso e Suape.

 

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